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Wednesday, 26 February 2014

Nelly Khosrovyan - Entrevista

Eu tive a grande oportunidade de entrevistar Nelly Khosrovyan, uma vocalista de metal da  Armênia que teve a chance de participar do programa X-Factor, na versão do programa em seu país. Nelly tem duas músicas lançadas e uma delas você pode conferir no vídeo ao final da entrevista.




1- Nelly, conte-nos um pouco sobre sua carreira como cantora.
Mesmo que eu tenha começado a cantar recentemente, eu tenho composto canções e melodias desde minha infância. Eu lembro que eu tinha 4 anos quando, pela primeira vez, vi um piano e coloquei minhas mãos sobre as teclas, foi amor a primeira vista. Mesmo agora, o mundo da música ainda é mágico pra mim. Eu trabalho nas minhas canções com diferentes músicos e eu planejo fazer um dueto com um cantor armênio no próximo ano.

2- Por que o Metal?
Eu não escolhi o metal, o metal que me encontrou. Eu escrevo minhas canções sem nem pensar em estilo e no final é sempre metal, eu não sei como.

3- Como é a cena do Metal na Armênia?
Bom, eu posso dizer que aqui, como em vários outros países, existe muita música pop na TV, enquanto o Rock e o Metal são ainda underground. Por isso os armênios não sabem muito sobre estes estilos, mas eles realmente entendem e apreciam o bom Rock e tudo que temos que fazer é continuar criando.

4- Nas suas canções, você fala sobre sua fé?
Sim, as letras de todas as minhas canções vem direto da alma. Nenhuma palavra é escrita apenas pra melodia.

5- Você pode nos dizer algo curioso e interessante sobre seu país?
Claro que posso! A Armênia foi o primeiro país a aceitar o Cristianismo como religião oficial do Estado e também foi o primeiro pedaço de terra que Noé pôde ver depois do Dilúvio.

6- Qual o seu objetivo como cantora?
Meu objetivo é cantar todas as canções que tenho em meus pensamentos!


7- Quais cantores te influenciaram?
Eu penso ser influenciada por Jim Morrison e os vocalistas das bandas Depeche Mode e Animals.

8- Em sua opinião, quais são as melhores bandas e cantores atuais?
São, como sempre, Pink Floyd, Ozzy, Deep Purple, Rolling Stones, Aerosmith, Nightwish, Megadeth, Judas Priest, Opeth, o nosso System of a down, Epica (mesmo que eu não seja uma fã deles) Iron Maiden, Within Temptation e bem recentemente conheci mais duas bandas ''Sins of thy beloved'' com o disco ''Lake of Sorrow'' e a banda ''Twilight Symphony''.

9 - O que você ouve além de Metal?
Além de Metal escuto Hard Rock e Clássicos.

10- Compartilhe conosco alguns bons músicos ou bandas da Armênia.
Ok! Os melhores de todos os tempos - Komitas (um grande compositor), Aram Khachatryan, Arno Babadjanyan, Tigran Mansuryan, Ruben Hakhverdyan, Artur Meshchyan, Robert Amirkhanyan, Arto Tunjboyajyan ... Bandas atuais de rock -Empyray, Ayas, Divahar , Dorians e Dogma são as melhores no momento.


Página da Nelly na Last FM

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Sunday, 23 February 2014

The Steam Clock - Entrevista

Eu conversei e entrevistei Matt Bachara, o principal integrante dessa espetacular banda steampunk chamada  "The Steam Clock". Eu fiquei impressionado desde a primeira vez que escutei e vi a banda. As músicas são realmente steampunk/gótico/industrial em todos os aspectos, quero dizer, letras, timbres, o jeito de cantar e até por se vestirem à caráter. Dentro de tudo isso, está o ponto de vista cristão, o que torna a banda ainda mais interessante de se divulgar, por isso eu decidi entrevistar o Sr. Bachara para explorar um pouco mais.

1- Como a banda foi criada?
A banda foi criada para ser, incialmente, um projeto de estúdio quando eu estava fazendo o baixo e o vocal na banda In Nothingness Raised Imperishable. Quando alguns membros da IxNxRxI saíram da banda, por varios motivos, o Steam Clock passou a ser meu projeto principal.

2- Quais influências são encontradas na banda?
Existe uma gama de influências, de Bowie a Larry Noman a Savior Machine a Ministry a projetos de Allan Aguirre como Scattered Few, Spyglass Blue ou Men as Trees Walking. Influências também do gótico mais antigo como Voodoo Church ou Sisters of Mercy. Circle of Dust, Deliverance, Klank, Abney Park... Eu poderia prosseguir por dias.

3- Como o conceito Steampunk aparece no Steam Clock?
O Steampunk para mim é parte do meu progresso pessoal como pessoa e artista. Estive próximo da cena gótica e cresci numa família onde um palavreado "neo vitoriano" era comum, sem falar em todo costume de se vestir "a caráter" que nossos pais incutiram em nossa personalidade. Sobre como isso entra no Steam Clock, eu sempre tentei escrever com uma certa influência neo vitoriana, nós usamos instrumentos não muito convencionais, como vionlino e também temdo dois bateristas. Steampunk é sci-fi neo vitoriano e é sobre um passado alternativo onde a energia a vapor e mecanismos de relógio se mantem como principal tecnologia usada. Existem dois caminhos básicos do gênero em questão: um seria o estritamente vitoriano e o outro pós-apocalíptico. Nós tendemos mais a este último. Nossa música é uma mistura de velho e novo com o uso de instrumentos clássicos e uma instrumentação industrial mais moderna, como as duas baterias, baixo distorcido, sintetizadores e etc. Nós abordamos a engenharia de criação das letras com uma tendência minimalista. A música é projetada em partes para formar um todo, com o objetivo de criar um cenário magnífico para as letras que tendem a mostrar influências "mecânicas" como metáfora para algo ainda mais profundo, como seria o caso num mundo onde essa tecnologia fosse comum.

4- Você compartilha sua fé nas músicas?
Claro! Não compartilhar minha fé de nossa perspectiva Cristã seria, no mínimo, grosseiramente disonesto, eu sinto que até dificultaria nossa habilidade de criar a arte que o Altíssimo nos tem dado. Em uma banda de Doom onde eu costumava tocar, os outros membros me pediram que para que as letras fossem "menos espirituais" e as coisas não fluíram bem. É engraçado, mas depois que saí da banda eles continuam a usar as letras e músicas "cristãs demais" que escrevi. Eu escrevo de uma perspectiva de quem realmente vive em uma realidade Steampunk. Minhas letras sempre utilizam uma linguagem antiga e clássica, mais comum na era vitoriana, devido a minha criação onde tais expressões e palavras não eram apenas toleradas e sim encorajadas. Você pode, certamente, imaginar o tanto de insultos eu ouvia quando era adolescente por usar certos termos, geralmente inadequados para a idade.

5- Quem são os membros da banda? Fale-nos sobre eles, por favor.
A atual formação para shows é: Lord Ryan of Oaks na percussão (Ele alterna entre o uso da bateria e instrumentos tribais como o djembê). Sir Caleb Bachara (o mais novo de meus quatro irmãos) no violino, Taylor Moore na bateria quando temos o set elétrico e no banjo de seis cordas no nosso set acústico. Saint Nick Freeman nos teclados para o set elétrico e violão para o set acústico. Eu toco baixo ou guitarra ao vivo e também sou vocal.


6- Quais são as bandas atuais que você pode nos apontar como interessantes e/ou originais?
Existem várias bandas fantásticas por aí agora! A época de agora com Protools, Reason (e etc), tem facilitado a criação, a gravação e distribuição de música sem precisar da monstruosa e gigantesca indústria da música para pagar pra você (ou, eu devo dizer, pra fazer um empréstimo?). Algumas das minhas bandas favoritas no momento são Wovenhand, Whitecollar Sideshow, Men As Trees Walking (Eu ouvi uma canção do novo disco e estará muito bom), the Beckoning, o novo disco do Klank é bem legal,the Lacks, Abney Park, Unextraordinary Gentlemen, Breakthrough, Least of These, Unwoman, Dr. Steel, Imperative Reaction,So Say We All, the Dwelling. Todas essas bandas bem interessantes, eu poderia seguir mas deixaria os leitores entediados. Ainda eu devo dizer que o trabalho acústico do Savior Machine está incrível também!!!

7- O que você pode dizer sobre a Cena Underground nos dias de hoje?
A Cena Underground está, de certa forma, saudável, mesmo que a indústria da música só coloque suas garras naqueles que tem um único propósito de fazer arte pra ganhar dinheiro. Nós fomos deixados com aqueles que querem fazer arte em nome da arte. Existem também grandes redes para os músicos undergrounds como a Objective, a RYFO, que ajudam e equipam a cena underground.

8- Alguma opinião sobre arquivos Mp3 e o download ilegal de música?
Mp3s são bem convenientes e eu conheço vários artistas que estão disponibilizando suas músicas como, por exemplo, todos os artistas na Come and Live e I Believe. Este é o rumo que as coisas estão tomando. Entretanto, as bandas que não estão disponibilizando as músicas, precisam ser pagas. As gravadoras e selos só pagam artistas depois de terem feito lucro com eles primeiro, então, se você não paga pelo disco, o artista pagará, então não roube o artista mais do que a gravadora já faz.

9- A banda tem planos de tocar fora dos Estados Unidos?
Seria demais tocar fora do nosso tão comum chão batido do sul da California, fora dos Estados Unidos. A Extreme Tour que temos trabalhado está considerando a opção de ter um alcance internacional já que tudo correu tão bem no Canadá no ano passado. Talvez poderíamos pegar uma oportunidade dessas se as coisas forem bem, mas por enquanto o que mais queremos é deixar a banda bem ensaiada para os shows e, se Deus quiser, gravar mais músicas.


10 - Como está o mundo e os Estados Unidos no presente momento?
O Estados Unidos estão em um momento crucial de sua História, ainda que parece que este é sempre o ponto. Economicamente I acredito que a situação deve piorar primeiro antes de melhorar e a maioria do que acontece depende de como tratamos Israel. As coisas estão esquentando, o relógio profético está correndo. Tudo que podemos fazer é seguir o Mestre o melhor que pudemos da forma individual e encorajar nossos irmãos e irmãs a se manterem firmes na caminhada, e clamar a Deus por sua abundante misericórdia.





Emerson Olaf

Poets Awake - Entrevista

CYBER10 entrevistou Gutox, da banda Poets Awake, uma banda  de Gothic Rock de Feira de Santana, na Bahia. Mais uma entrevista interessante com mais uma das pessoas que tentam fazer diferença onde vivem. 

1- Qual foi a história da criação da banda Poets Awake?
Poets surgiu de uma idéia de passagem de som comigo (Gutox) e Robson que é o ex-baterista, na casa dele, algo meio que sem compromisso, na época ele não era cristão e achei que era legal passar um som com ele e passar material cristão pra ele escutar, dai em pouco tempo, ele aceitou a Cristo (graças à Deus) e resolvemos formar uma banda com letras cristãs e com um estilo não tão comum aqui na cidade que é o gothic rock.O principal objetivo da banda é carregar a bandeira do Evangelho e pregar a Palavra para todos os que jazem nas trevas e adorar ao Senhor com nossas canções.


2- Como é a região brasileira de vocês em relação à cena Underground?
Particularmente em Feira de Santana, que é a cidade onde moro, ultimamente tem crescido, com a ascensão do Metalcore que é o “som do momento” algumas bandas vêm surgindo neste estilo. O interessante na cena é que há muitas pessoas que curtem som underground, porém a maioria não comparece nos eventos. E isso acaba trazendo uma falta de apoio dos próprios que devem manter a cena viva. Porém, existem aqueles que fazem a coisa acontecer, promovem eventos, mesmo sabendo que há uma possibilidade grande de um prejuízo financeiro. Acho que se ninguém “dar a cara pra bater” nada acontece.


3- A banda faz muitos shows? Existe alguma agenda?
Estamos no momento com alguns eventos marcados no decorrer deste ano, em janeiro já temos um evento, sendo que este é secular e isso é muito bom pra nós sem falar pro Reino, que são nesses ambientes que encontramos pessoas que necessitam uma palavra de paz e esperança, que é o que falamos em nossas canções.


4- Quais bandas que mais influenciaram (ou influenciam ainda) a Poets Awake?
As principais são: The Awakening, Dead Artist Syndrome, Saviour Machine, Clan Of Xymox, The Cure.


5- E quais as bandas que vocês destacariam do cenário atual?
A Dyanums, Baptism In Death, Epic Church, Krig, Born of Desire, Rival Machine, Abhorred Devil, Devotam.


6- Falando em cenário, como vocês classificam a cena underground atual? Também considerando a cena underground cristã.
Vejo que está muito quieta, pode ser que eu não esteja caminhando no mesmo passo pra não ver as coisas acontecerem,mas pelo menos o que posso perceber aqui no ambiente onde vivo, a cena cristã somos nós que movimentamos e quase em apoio dos próprios cristãos undergrounds. A cena secular ta um pouco adormecida, raramente ocorre um som de uma banda legal, há várias bandas aqui, porém poucas que se podem ser consideradas profissionais.


7- Ainda no mesmo assunto, como consideram o clássico e polêmico assunto do mp3 e da pirataria digital?
É um assunto que tem suas controvérsias, isso porque atualmente o mp3 que impera, vários blogs que fornecem downloads de diversas bandas e com isso essas mesmas bandas são conhecidas. Um ponto positivo são bandas que disponibilizam em seus próprios sites e isso se torna mais legal, atualmente baixei 7 discos de uma banda que gosto muito que é a Violins. Falando sobre a pirataria é algo que é difícil de ser controlada, isso por que a internet é de todos, então até eu mesmo posso baixar um cd de uma banda qualquer e pôr pra vender. Agride muito as bandas, principalmente as que estão no inicio, assim como nós da Poets Awake, pois sabemos o quanto o investimento é alto pra gravar algum material. Isso me fez lembrar do clássico caso do Metallica com a Napster que aconteceu há anos, mas ainda quando é tratado este assunto, sempre é citado. Fora que há vários sites como o myspace onde bandas fazem seu perfil e algumas disponibilizam suas músicas. Então acho que é muito difícil o controle de compartilhamento de arquivos na rede e o pior que sempre aparece alguém que quer ganhar em cima do trabalho dos outros.


8- Para fechar, como a banda classifica o atual momento político e econômico do Brasil? Este se conecta com a música de alguma forma?
É um assunto um tanto delicado, atualmente a política brasileira não está em seu melhor momento,corrupção, mensalão, isso agrava a visão dos cidadãos para o que acontece em Brasília e isso reflete na economia brasileira também que além do mais reflete em todos os meios comerciais e a música  está incluída, o mercado fonográfico precisa se estabilizar de alguma forma e com isso nós sofremos também. Infelizmente.